quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Estatísticas do Spotify

Ok, esse post é totalmente por motivos de arquivo.
Ontem o spotify liberou o resumo do ano de todo mundo, e eu vi o meu e achei super interessante, mas agora quero deletar esses prints - porém não quero perder essas informações.
Eu poderia fazer o que umas pessoas estão fazendo e postar no facebook. Mas não tenho saco para o facebook, e de novo, isso é mais por arquivo do que qualquer outra coisa, então não preciso dos comentários alheios.

Vamos pela ordem.


Olha, eu não ouvi muita coisa, no final das contas, mas a variedade de artistas ficou bastante impressionante em comparação a isso. 24 também é um bom número de gêneros.
(note que a imagem é do Nothing but Thieves)


Aí tem isso aqui, que é bem daorinha, se me permitem dizer. Mesmo porque é engraçado ver que eu escuto post-teen pop (seja lá o que isso for) e rock alternativo (seja lá o que isso for).


Aparentemente eu não aproveito a minha conta premium tanto quanto eu poderia/deveria.

E por fim, o quadro geral:


Eu fiz várias incursões pelo pop, segundo o spotify, mas no final das contas o que mais escuto é rock moderno (seja lá o que isso for). Admito que fiquei surpresa com meu artista mais ouvido ser o Jake Bugg, mas não deveria ter ficado. O que achei mais legal foi que nenhum dos top artistas está nas músicas mais ouvidas.

ESCUTEM YOURS DO ROCKY NTI. NUNCA TE PEDI NADA.


(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

LIBERDADE

EU ESTOU OFICIALMENTE DE FÉRIAS. Não faz nem uma hora que enviei meu último trabalho, e agora eu estou de férias, férias, férias!
Eu nunca fiz mergulho do jeito sério que demanda galões de oxigênio, mas imagino que o sentimento de sair da pressão das profundezas e voltar para a superfície seja mais ou menos assim.

Outro dia alguém me perguntou como ia a minha vida, e eu disse que quando entregasse meus trabalhos e voltasse a ter uma vida, responderia. O problema é que minha memória das últimas duas semanas está tão embolada que não consigo nem lembrar com quem tive essa conversa para poder avisar que ESTÁ TUDO ÓTIMO.



Inclusive, eu quase me fiz postar nos dois últimos dias de novembro, mas acabei tendo piedade. Alguém precisava ter. Eu achei que tinha feito um bom negócio ao pegar só 5 matérias esse semestre, mas na primeira semana de novembro me vi com 7 trabalhos para entregar. Ou seja, não adianta tentar se livrar. Mas agora ACABOU.

Eu mal li mês passado. É hora de mudar isso.
(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

obsessão musical de 2016

Sabe quando você está de boa vivendo sua vida, vendo vídeos no youtube? E aí o youtube te recomenda vídeos? Tipo músicas? E alguma coisa, talvez o nome da música, ou da banda, ou a thumbnail do vídeo, alguma coisa faz com que você clique na sugestão?
E de repente sua vida muda?
Isso aconteceu comigo.
Oi, meu nome é Mônica, e ano passado eu tive um momento de obsessão intensa por uma banda inglesa chamada Nothing But Thieves.

Não vou fingir que sou uma especialista. É claro que li a página da Wikipedia e entrei no twitter de alguns membros da banda e li matérias em sites, mas isso só me deixa com conhecimento básico. Porém, não é preciso ser ativamente parte de um fandom para apreciar muito, e acho que já é o suficiente a banda ter sido trilha sonora da maioria dos meus trabalhos finais do segundo semestre e de eu saber tocar algumas das suas músicas no violão.
Enfim.
A banda foi oficialmente formada em 2012 e lançou seu álbum de estreia autointitulado em outubro do 2015, depois de uns dois EPs. Os membros da banda são todos da mesma cidade e fizeram ensino médio juntos, e isso não é adorável?


Julgar pela capa é ruim e tudo, mas não é à toa que eu cliquei no vídeo quando a arte do álbum é bonita assim.
 

O segundo álbum, Broken Machine, saiu dia 8 de setembro e até agora os singles são Amsterdam, Sorry, I'm Not Made By Design e Broken Machine. É sem dúvida uma evolução do som do primeiro álbum, mas ainda gosto mais dele. Acho que por ter me acompanhado em um momento difícil, o laço emocional é muito mais forte.


Assim, boa banda. Eles fizeram uma versão toda sombria de Holding Out for a Hero, um hit dançante dos anos 80, para a segunda temporada de Vikings.


E é isso aí.

(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧ 

Marvel está me atacando

Então, a Marvel quer me matar do coração. A Marvel sabe que eu tenho prolapso da válvula mitral e está atrás de mim, especificamente. Porque eu sou muito importante no grande esquema das coisas, e a Marvel sabe disso, então fez de mim um alvo.

Tudo começa com o lançamento de Thor Ragnarok, que estou esperando há pelo menos 3 anos e que FINALMENTE vou poder ver na sexta-feira. Quer dizer, isso se os horários que saírem na quinta forem amigáveis. Torçam por mim.

SÓ TENHO AMOR POR ESSE PÔSTER
Não acho os filmes do Thor particularmente bons. São engraçadinhos e têm o Tom Hiddleston, mas não são nada demais. O que me deixou animada para esse desde o anúncio foi o conceito de RAGNAROK. Na mitologia nórdica, o Ragnarok é o apocalipse dos deuses, o fim do mundo como conhecido até aquele momento. Segundo a lenda, quase todos os deuses morrem nessa grande batalha, inclusive Thor. Eu sei que o Ragnarok da Marvel não é igual ao dos nórdicos, mas vai brincar em volta do conceito, e estou muito curiosa e animada para ver o quanto vão manter e o quanto vai ser brisa - como a presença do Hulk, por exemplo. De qualquer forma, a Hel, filha de Loki, deusa que cuida dos mortos que morreram sem honra e aparente antagonista do filme, é a Cate Blanchett. Não tem como um filme com a Cate Blanchett ser ruim.

Mas não é só isso. Também saiu o trailer de The New Mutants - um filme do X-Men que eu nem sabia que ia ter, e que de repente não só vai ter como já foi filmado e sai em abril e tem um elenco super poderoso. Sem contar que vai ser em clima de terror. Tudo sobre esse filme foi uma surpresa pra mim, mas nada tanto quanto os níveis de BR-hue que o perpassam de forma alarmante.
1° - a Alice Braga é a (aparente) antagonista
2° - O LÍDER DOS NOVOS MUTANTES É UM MUTANTE BRASILEIRO. ROBERTO DA COSTA.
3° - ROBERTO DA COSTA VAI SER INTERPRETADO POR UM BRASILEIRO. HENRY ZAGA = HENRIQUE GONZAGA. ELE NASCEU EM BRASÍLIA, GENTE.

Os brasileiros estão conquistando o universo cinemático da marvel. Eu tenho certeza de que esse filme é uma tentativa muito descarada de apelar para o país como público, e NÃO ME IMPORTO. Pode me manipular o quanto quiser, Marvel, vou adorar cada segundo.

Mas NÃO É SÓ ISSO. Também saiu o trailer de Pantera Negra, aka possivelmente o melhor filme da Marvel. Cara, o Pantera Negra é tipo o Batman, só que mais legal. Ele é um rei. Ele é super humilde e honrado e maravilhoso e lindo.
Vai ter a Lupita Nyong'o no filme. E várias outras mulheres poderosíssimas.
Segundo o trailer e o pôster, os únicos homens brancos no filme são o Andy Serkins e o Martin Freeman. E, convenhamos, o filme podia estar muito pior em matéria de homens brancos.


LANÇA EM FEVEREIRO. VAMOS LÁ, GENTE, FIRMES E FORTES.

Acho que o que quero dizer com esse post é, obrigada, Marvel.

(Sim, também estou animada para Liga da Justiça mês que vem, mas essa bomba está anunciada há meses, e essas da Marvel vieram todas de uma vez. DC tem muito a aprender)

(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Leituras de Setembro

Eu comecei Setembro em um ritmo que parecia que ia me levar a superar a quantidade de livros de Agosto, mas não foi o que aconteceu. Ainda assim, 13 é um bom número de livros, não?

-Eu te darei o sol

Eu já tinha passado por esse livro algumas vezes sem dar atenção. Honestamente não lembro o que me fez decidir ler. Acho que vi em alguma lista interessante, ou me disseram que era bom. Só sei que baixei, abri, e li inteiro em um dia.
O livro está permeado pela temática da arte e também é arte. As imagens e as cores dele saltam. Estou considerando seriamente comprar uma cópia física.

-Silêncio

Em minha pré-adolescência, eu li boa parte da série Vampire Academy da Richelle Mead. Foi uma grande influência por algum tempo. A premissa desse livro, de uma garota em uma comunidade de surdos que começa a recuperar a audição, parecia bem daora, então lá fui eu.
Assim como com a Meg Cabot, não foi tudo isso que tinha ficado como impressão residual, mas foi divertido.

-Seraphina

Eu me recuso a colocar a primeira capa brasileira, porque não é legal julgar livro pela capa, mas não tem como evitar julgar aquela.
Dragões! Preciso dizer mais?
Ok, dragões e música e escrita boa e uma trama bem-desenvolvida. E problemas da vida real, como preconceito, só que transfigurado para dragões! E uma protagonista badass. Em vários planos.

-Prince's Gambit
-Kings Rising


Os dois livros finais da trilogia de Captive Prince! É neles que o amor nasce, tanto entre o casal no qual eu não acreditava nem um pouco quanto no coração dos leitores. Gente, escrever é uma arte. Representar profundidade e desenvolvimento psicológico também. PLOT TWISTS TAMBÉM. Manipular leitores também. A C.S. Pacat mexe em todas essas artes, e muito bem.

-Midnight Savage

E esse livro de poesia marca o retorno gradual ao cânone. Midnight Savage é um livro da importante poeta americana Adrienne Rich, e é lindo, como toda a poesia dela. Eu ainda não devolvi para a biblioteca. Só tenho direito a mais uma renovação. aaaaaaaa

-Estudos Sobre Magia

O segundo de Estudos Sobre Veneno, da série As Lendas de Yelena Zaltana. Os livros são antigos, mas eu, como sempre, sou lenta para conseguir cópias. Foi bastante interessante. Não tão bom quanto o primeiro, acho, mas ainda assim tem um universo e personagens bastante sólidos e interessantes. Yelena é uma protagonista muito consistente, e isso é sempre um deleite.

-Sangue de Dragão

O segundo da duologia que compõe Seraphina. Inesperado em todos os momentos certos. Melhor que o primeiro, ouso dizer.

-The Song of Achilles

Algo como a Ilíada pelos olhos do Pátroclo. Absolutamente devastador e lindo. Só. É. Nossa.

-The Raven Boys
-The Dream Thieves
-Blue Lily, Lily Blue


Os três primeiros da quadrilogia O Ciclo dos Corvos, que eu tinha lido em 2015 e amado com toda a minha alma. Só consegui o livro final em agosto, então decidi reler tudo para ter uma experiência completa. Foi um pouco como voltar para casa. Continuo amando com toda a minha alma.
(amo essas capas) (nossa como eu amo essas capas)

-O Rei da Vela

Nada como fechar o mês com um pouco de cânone brasileiro, não é mesmo? Eu nunca tinha lido Oswald de Andrade, e foi uma primeira experiência bastante interessante. Fiquei curiosa para ver a peça montada, o que significa que tá certo.

Não estou conseguindo fazer muito progresso agora em outubro. Muitas coisas acontecendo, não estou com tempo. Mas pelo menos na marca de 10 livros eu vou chegar; não posso desrespeitar o mês do Halloween.

(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

incompetência

Eu tinha todo um projeto de postar quatro vezes por mês. Parece uma exigência razoável, não? Um post por semana. Seria reservar no máximo duas horas do meu dia, provavelmente do domingo. Nada demais. Meus pais tiram tempo para escrever de domingo, poderia ser um hábito da casa. Ou, se eu fosse assaltada por um impulso aquariano de ser diferentona, dava para escrever na faculdade mesmo. Todos os deuses e todos os meus amigos e todo mundo que esteja disposto a me escutar reclamar sabe que eu passo bastante tempo lá sem ter aula.

Alas, a vida não é sempre como a gente planeja. Eu sinto muitas preguiças e deixo todas as coisas de faculdade para fazer no domingo e não quero escrever posts na informática com 20 pessoas em volta, então não cheguei nem perto de quatro posts por mês. Inclusive acabei de perceber que não postei nada em junho. Nada! Nem um post idiota desejando feliz aniversário para mim mesma e para todos os outros geminianos! Fiquei abismada comigo mesma, mas depois percebi que junho foi um mês insano e me perdoei. Ah, pensar que sobrevivi ao inferno do final de semestre nem seis meses atrás e que sua sombra nefasta já voltou a cobrir o sol das minhas leituras não-acadêmicas. Felizmente entreguei a primeira parte de um trabalho final hoje e tenho o final de semana inteiro de liberdade. Pretendo terminar pelo menos três livros nesse tempo.

O engraçado é que eu comecei esse blog querendo que fosse algo completamente aleatório, que não colocasse qualquer peso sobre mim e me eximisse de toda espécie de exigência de padronização. Mas minha maior crítica sou sempre eu mesma, e eu gosto de fazer as coisas certo, então é claro que não ia escapar de estabelecer uma espécie de obrigação. É legal manter uma regularidade, mas talvez eu devesse dar um passo para trás.

Esse é um post inútil, e tudo bem.
Legal, né?

(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

sábado, 30 de setembro de 2017

Inauguração da tag pseudoreflexão

Todo mundo tem vergonha das coisas que fez quando era mais novo. Algo que já foi seu maior orgulho - um blog, uma fanfic, um fandom, um modo de vestir, uma cor preferida - lentamente se transforma em motivo de vergonha, uma coisa que você esconde, finge que nunca existiu e nega até a morte. (O tipo de coisa que seus amigos adoram encontrar e usar para te mortificar)

Por que isso acontece?
"É só a vida," certo, mas também é um tanto triste. A vida é um tanto triste. E isso não é uma resposta satisfatória.
As pessoas que são sortudas o suficiente para viver estão em constante mudança e crescimento, tanto do ponto de vista físico quanto mental. O mundo em volta muda ao mesmo tempo. Diferentes modas, opiniões, hábitos, músicas. Tudo isso influencia os seres humanos, e tudo isso é descartado com quase a mesma rapidez com que se estabelece. Vejam os cabelos e roupas dos anos 80 e 90. A sociedade estabeleceu que aquele padrão tornou-se inválido, que não é mais considerado bonito ou estiloso, que quem viveu naquela época precisa esconder fotos  para não ser submetido às risadas dos outros, ou precisa ser capaz de rir junto de algo que um dia sobre o que não tinha nenhum controle.
É como rir das roupas do século XVI. As mais recentes são mais engraçadas porque são parecidas mas diferentes o suficiente para parecerem erradas. Ultrapassadas.
Mais dez anos, talvez menos, e vamos rir das roupas de hoje. Talvez eu morra de vergonha de ter achado que pintar meu cabelo de cores fantasia era uma boa ideia. "O que eu tinha na cabeça?" - bem, você tinha 14, 15, 16, 17, 18, 19 anos e certeza de que ia ficar legal pra caramba. Sinto muito pelo futuro no qual rio disso. Sinto muito se um dia vou lembrar de mim mesma como pretensiosa e iludida, fingindo ter garras enquanto defendia uma causa idiota.

Acho meu cabelo colorido legal. O que será que vou achar legal no futuro que atualmente é ridículo? Espero que não sejam pochetes

Talvez eu apenas supere a fase. Adquira maturidade. Essa é possibilidade realista e saudável, e não me preocupo ou ressinto dela. A mudança do eu é acompanhada pela mudança das coisas com que se identifica, de estilo próprio. Isso é um fato. Eu sou geminiana, a mutabilidade do ser humano não é nada de inesperado ou assustador para mim.

Não sei se tenho uma conclusão para esse pensamento. Só acho que não deveríamos desprezar nosso passado. Podemos nos tornar pessoas irreconhecíveis, mas podemos respeitar os estranhos que um dia fomos - e uso "estranhos" em todos os sentidos que a palavra oferece.

(you die every night and are reborn at dawn; you are a walking graveyard,
an army of yesterdays’ ghosts, and you no longer remember who you were at the beginning.
do not weep for the stranger that once inhabited your bones. -

poetry for the signs: the “it is okay” edition,
L. Schreiber)

(você morre toda noite e renasce na aurora; você é um cemitério ambulante,
um exército de fantasmas de ontem, e você não lembra mais quem era no
início.
não chore pelo estranho que uma vez habitou seus ossos. -
poesia para os signos: a versão "está tudo bem")

(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧